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Artigos - CORRETOR DE IMÓVEIS, RESISTIRÁ OU DESVANECERÁ?
CORRETOR DE IMÓVEIS, RESISTIRÁ OU DESVANECERÁ?

                                              Dr. Luiz Waldemar Pedão, advogado, sócio fundador da LWP advocacia imobiliária. Membro honorário da Comissão de Direito Imobiliário e Urbanístico da OAB de São Paulo. Formado em Direito pela Universidade Braz Cubas no ano de 1996. Pós-Graduado em Direito Imobiliário pela Escola Paulista de Direito, com profunda experiência na área. Cursos de extensão em Direito Civil, Direito de Família, Direito dos Contratos, Tributário imobiliário. 

                                                 “Vender sonhos”, é isso que faz um verdadeiro profissional de imóveis. Corretor de Imóveis, uma das mais entusiasmantes profissões que já conheci e vivi. Na grande maioria, profissionais liberais que não contam com salários ou ajuda de custo, são geralmente comissionados “ad exitum”. Acreditam simplesmente no que fazem de melhor e vivem a esperança na realizações de negócios.

                                            Imaginemos levantar de manhã para ir ao trabalho e saber que aquele dia, poderá ser o dia de uma venda ou não. As reservas estão se esvaindo, precisa abastecer o carro, pagar a escola das crianças, plano de saúde, condomínio…., são agruras e incertezas inerentes do seu quotidiano.

                                       A rotina de um corretor de imóveis, também vem recheada de bons momentos. Conhece e faz amizades com muitas pessoas proprietários, compradores, alugadores, alugatários, zeladores de prédio e por ai vai. E o que sempre demora e quando acontece, o mais emocionante é o dia fechamento de um negócio. Ganha aquela comissão, fica feliz, comemora com os colegas, leva pra pra casa um monte de presentes junto à notícia de que fechou um negócio! Ah, aí todos comemoram!

                                     Ocorre que, há algum tempo, vem assombrando os corretores a notícia de que sua profissão poderá desaparecer. Como? Isso mesmo, a tão brilhante e emocionante profissão de corretor de imóveis está fadada a desaparecer?

                              Sites anunciam “proprietário direto”, “quem melhor que você proprietário para vender seu imóvel”, “venda você mesmo e economize a comissão do corretor”…

                                        As mídias virtuais são ferramentas de venda e negócios com um potencial que ninguém se arriscaria a prever, nem mesmo em um futuro muito próximo, como e onde podem chegar. Quem lembra das páginas amarelas, agências bancárias com um monte de caixas para atender, telegramas… Outro dia assistindo um programa, mostraram uma fábrica de automóveis na Alemanha com 60.000m2, produzindo 30 carros de luxo por dia e em toda a linha de produção contavam apenas com 15 colaboradores.

                                      Quem, em sã consciência, poderá prever o que a tecnologia trará em um futuro próximo? Tudo está acontecendo muito rápido.

                                    Tem-se a notícia que em 1937 o corretor de imóveis teve seu primeiro Sindicato reconhecido, no Estado do Rio de Janeiro. Em 12 de maio de 1978, foi sancionada, pelo então presidente Ernesto Geisel, a Lei 6.530, que regulamentou a profissão.

                                Desde então, todo corretor deveria ter o título de Técnico em Transações Imobiliárias e efetuar seu registro no conselho competente, o CRECI, órgão responsável pela fiscalização da profissão, dentre outras atribuições.

                             No início, o corretor tinha muita liberdade para atuar no desenvolvimento das suas metas e trajetórias, o que sempre fez com muita responsabilidade, o que é inerente ao seu trabalho, e na conquista e perpetuação da sua clientela.

                                      Com o passar do tempo, o Conselho, por motivos que não se entende, inicia uma série de exigências que, em nome da transparência e boa imágem da profissão, passa a cobrar dos corretores.

                                       O corretor de imóveis autônomo irá trabalhar em “iguais” condições com as grandes empresas do ramo imobiliário. Não poderão atuar na intermediação de venda e locação de imóveis sem antes uma autorização escrita e assinada pelos proprietários, preenchidas em formulário próprio indicando nome, telefone, cpf, rg, endereço do imóvel, valor pedido. Nossa, que dificuldade. Regula os percentuais para cobrança de honorários e caracteriza com indisciplina punível cobrar valor superior, mesmo com aquiescência dos interessados.

                                         Luta indiscriminadamente para que o imóvel colocado para comercialização disponha de somente uma placa de anúncio em sua fachada. Luta pela exigência de exclusividade de um intermediário na transação daquele imóvel. Agentes fazem o seu papel cobrando incansavelmente dos corretores tais exigências, além da pontualidade no pagamento das anuidades, quando muitas vezes corretores são surpreendidos com execuções judiciais.

                                        Se você precisa vender ou alugar um imóvel, o que você faz? Se não tem um amigo corretor, acessa o Google e descobre lá vários sites de grandes e poderosas empresas que estarão anunciando em destaque, logo na primeira página. Então escolhe uma delas e deixa lá seu imóvel, obviamente com uma autorização acompanhada de exclusividade. Na fachada do imóvel a placa desta grande empresa vai estar, por óbvio.

                                     Quando então um corretor de imóveis autônomo, em condições de “igualdade” avista a placa, e é o imóvel que o seu cliente pediu, sem sombra de dúvidas. Toca a campainha e o proprietário diz que não pode fazer nada pois deixou o imóvel com exclusividade em uma grande imobiliária, por orientação inclusive do CRECI.

                                   Por óbvio, ainda existe uma alternativa. Esse corretor pode ir até a grande imobiliária e propor fifty-fifty, faculdade do exclusivista em aceitar.

                                          Caso não haja interesse em dividir comissão com uma grande empresa que, no seu entender, nada fez para merecer, pois ele tinha o cliente e ele descobriu a casa, o negócio deixará de ocorrer. E, passado um tempo, a opção irá vencer sem que nada tenha acontecido. Ou seja, a ignorância dessa exigência não prejudicou somente um pequeno pupilo, como também um inocente proprietário de imóvel.

                                              Em São Paulo são aproximadamente 130.000 corretores credenciados que contribuem anualmente e outros 20.000 que são pessoas jurídicas. Deveria ser o contrário, os autônomos, em grande maioria, deveriam ser mais fortes nessa batalha, mas o que se vê é a força do poder econômico mais uma vez pujante e dominante.

                                                  De certo, o corretor de imóveis está apavorado, imaginando se a internet vai realmente acabar com o seu trabalho. Mas será que não deveria se preocupar mais em como exigir do seu Conselho medidas que realmente ajudem no fortalecimento e crescimento do seus anseios e prosperidade profissional?

                                                    A internet ninguém vai mudar, porém a forma de fazer o CRECI entender suas dificuldades só depende de você corretor de imóveis.

                                                         Profissões que exigem o pensar jamais deixarão de existir.

 

                                                         Corretor de Imóveis, o "Vendedor de sonhos",  é uma profissão para sempre!

 

 

 
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